
Uma enquete para o fim de ano ou top cinco das aberrações natalinas mais irritantes: 1. Guirlandas (olha que palavra mais irritante) e músicas natalinas de fundo em todos os recônditos da cidade, sobretudo, shoppings centers (é claro); 2. Filas intermináveis e, claro, sempre “muito bem” acompanhadas de crianças histéricas berrando, adolescentes estridentes, adultos mal humorados e, evidentemente, sempre um idoso a mais para pedir a vez (já que a população envelhece, é fato); 3. Tsunami de emails natalinos com cartões alucinógenos e/ou mensagens de Power Point, de preferência, totalmente pixeladas ; 4. Missa do Galo; 5. Como não me ocorreu, fica em aberto o último ponto a espera das mais inusitadas e causticantes aberrações.... votem! Ana Clara Rebouças
Escrito por medidaprovisoria às 21h23
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A moça, emocionada, virou-se para mãe e disse: “No final das contas foi bom que papai não tivesse consciência de sua doença. Assim sua partida foi menos sofrida.”. A mãe, com um olhar distante, replicou: “Mas ele tinha consciência, filha. Eu sei que ele tinha. Quando estava debilitado e recebeu a visita da irmã ele disse ‘É, Lu, está tudo acabado.’”. E esta frase foi para a moça como a perda de um filho único, a desilusão de um grande amor; foi holocausto, bomba atômica, guerra fria. “Está tudo acabado.” E a imagem em que seu pai proferia tais palavras causava-lhe alucinação. Era uma espécie de loucura. Tinha um quê de morte. As palavras insistiam em ecoar e a dor molhava-lhe o rosto. Ela havia perdido seu pai e constatar tamanha lucidez nos últimos dias de vida dele era inadmnistrável. Foi naquele momento que a moça percebeu que continuar vivendo talvez não fosse possível. E num exato instante, tão rápido quanto o bater de asas de um beija-flor – o mesmo que a havia visitado alguns meses antes- ela enxergou na frase uma declaração de amor. O pai nunca havia dito algo parecido a ela: sempre fingiu não entender tudo, não entender o fim. Tudo aquilo parecia sonho, parecia nuvem; tipo droga. Um dia ela acordou e tudo era vida. A moça não pôde livrar seu pai da dor e, desde então, estava tudo acabado.
Por Mariana Diniz
Escrito por medidaprovisoria às 01h36
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Um presente Hoje, um 22 de setembro, portanto, primavera, fez um dia lindo de sol. Só para tornar as lembranças ainda mais vívidas, ainda mais quentes, cheias de calor. Hoje, um 22 de setembro luminoso, melhor, um dia cla-rís-si-mo, lembrei muito de você. Especialmente nos 22 de setembro me vêm aqueles olhinhos pretos, escuros, da primeira vez de uns vinte e poucos anos atrás, na casa da ladeira, cheirando a jasmim... Hoje, dia de uma primavera particular, gostaria de estar ao seu lado; mas confio no futuro. Juntas ainda cruzaremos o Atlântico, o Pacífico, as tantos águas, as tantas terras que nos esperam vivê-las! Hoje, um dia 22 de setembro, sem exatamente a família ao redor da mesa, ou o tradicional bar boêmio, lhe dedico um presente-confissão: aiiiiiiii, como sou feliz porque você é para a vida toda! Um brinde, minha Clá, à nossa vida toda, em mais um 22 de setembro! Ana
Escrito por medidaprovisoria às 23h30
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O poder da internet.

Escrito por medidaprovisoria às 19h02
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O poder da internet.
A grande discussão hoje em dia é o poder que a internet tem. A verdade seria o poder que as pessoas têm em suas mãos e como elas fazem uso disso. Estamos sujeitos a sermos fotografados e filmados fazendo coisas nada dignas de publicação, seja por estarmos bêbados ou simplesmente porque não quisemos anunciar que iria sair para tal lugar, ou seja, sua privacidade acredito eu ainda é valida. A cada metro quadrado existe alguém com um celular que filma e tira fotos. Se você um dia sofrer um acidente de carro ou levar um tiro na rua, provavelmente sua imagem será filmada por alguém e horas depois aparecerá na internet e na televisão, ou seja, por mais que você tente fugir de toda essa exposição não conseguirá, você está sendo vigiado 24h.Já estamos vivendo no Big Brother sem percebermos, o mundo criado em Admirável Mundo Novo é o atual, Huxley estava certo quando escreveu o livro em 1932. Por isso o melhor a se fazer se você não gosta de se expor é conviver da melhor forma com o seu inimigo, trata-lo bem, para que ele não se vingue depois. Para os que querem viver em paz com o mundo a sua volta aqui vai a receita para a uma boa convivência com ele. Se cadastre em algum site de relacionamento, coloque um milhão de fotos, fale abertamente de sua vida para quem quiser ouvir. O único problema é saber se você vai fazer sucesso ou não com isso, e para o sucesso você deve inovar sair do lugar-comum. Arrume um namorado (a), faça juras de amor eterno, para ser eterno escreva um lindo depoimento para ele (a) no orkut. Crie um fotolog, diga o quanto você o ama, coloque fotos incríveis de vocês, coloque fotos de seus amigos também... Termine com seu namorado, apague todas as fotos ( automaticamente saberemos que vocês terminaram), crie um blog, conte como você está sofrendo e como as pessoas são cruéis porque estão fazendo da sua história uma grande fofoca. E não se esqueça seu namorado (a) também tem que seguir a mesma linha, deve haver uma competição de quem está mais feliz. Saia com suas amigas, tire muitas fotos, diga o quanto você está feliz, é legal e como sua vida é interessante. Outra coisa, você deve repugnar quem coloca comentários indevidos, quem não concorda com sua opinião, quem a critica, até porque você fez isso tudo para você mesmo ler, não é mesmo? Agora o principal, ache que esse texto foi feito para você, até porque você é a pessoa mais importante do mundo. Marília Prado.
Escrito por medidaprovisoria às 19h00
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One Art "The art of losing isn't hard to master; so many things seem filled with the intent to be lost that their loss is no disaster. Lose something every day. Accept the fluster of lost door keys, the hour badly spent. The art of losing isn't hard to master. Then practice losing farther, losing faster: places, and names, and where it was you meant to travel. None of these will bring disaster. I lost my mother's watch. And look! my last, or next-to-last, of three loved houses went. The art of losing isn't hard to master. I lost two cities, lovely ones. And, vaster, some realms I owned, two rivers, a continent. I miss them, but it wasn't a disaster. --Even losing you (the joking voice, a gesture I love) I shan't have lied. It's evident the art of losing's not too hard to master though it may look like (Write it!) like disaster." (Elizabeth Bishop) Por Mariana Diniz
Escrito por medidaprovisoria às 11h49
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o desacontecido.
As palavras ainda ecoavam. ‘Não tenho vontade de ficar com você’ escrita dez vezes por milímetro quadrado em todas as paredes da casa. Não era propriamente uma dor, mas um incômodo superficial, como arder do sol. Ela permanecia ainda intacta, continuava linda em seu imaginário, continuava cheirosa, bonita, continuava com os olhos inquietos, com a boca rosa e os cabelos cacheados que balançavam “destrambelhadamente” pelos ombros. Continuava o frescor de sua jovem idade, dos seus medos, das suas conquistas, permanecia o ar de seriedade que lhe conferia uma certa frieza, mas que um sorriso era capaz de desmontar qualquer vestígio de rabugice. Ficava ainda em sua mente os planos que não foram traçados, os amores que não foram feitos, as músicas que não foram dedicadas, as palavras que não foram proferidas. E ainda: uma tola e pequena esperança, a mesma de conseguir registrar um momento fascinante quando a bateria da câmera acaba. O amor desacontecido (sic) é fim em si mesmo, é nuvem, poeira, fragmentos de sentimento espalhado pelo ar, é um vírus terminal que começa em seu sim e desemboca no não de outrem. É preciso que uma partícula diga sim à outra para o mundo começar, afinal de contas. Não adiantava querer desafiar as leis e viver um amor sozinho, reconhecendo em cada pequeno ato uma resposta, um sinal ou qualquer outra coisa que lhe alimentasse o coração, mas que eram simples e puramente criações de uma cabeça abobalhada pelos labirintos do sentimento não correspondido. Era incrível a naturalidade com que se enganava ao interpretar os olhares, as falas, os gestos, chegara a acreditar piamente naquela correspondência. Só podia estar em completo desacordo com o seu coração, a realidade não correspondia ao seu mundo interior ficcionalizado. Não era adepto da imaginação sem possibilidade de concretização, precisava realizar aquilo que seu coração lhe aventava não importava qual fosse o resultado: tragédia, comédia ou romance. Assim que, para fim de conversa, o amor só se realizou de fato quando as palavras foram proferidas, ainda que de uma boa distância de segurança, mas que lhe marcariam sem dúvidas por um longo período de sua existência: ‘não tenho vontade de ficar com você.’ C.R
Escrito por medidaprovisoria às 15h25
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Definição da Vida
A vida que a gente considera que existe, é vista somente para seres que precisam de energia e se reproduzem. Essa definição automaticamente exclui a pedra, que não se reproduz e não sofre nenhum tipo de metabolismo. Mas, e o fogo? Ele se alimenta (energia) e se reproduz (espalha-se numa enorme facilidade). Como podemos classificá-lo? O homem cisma em tentar classificar tudo, como se para a vida existisse algum tipo de método. Tentamos achar a religião “certa”, tentamos acreditar que temos uma coisa responsável por toda essa dança do Universo e que chamamos essa coisa de Deus. O que afinal chamamos de vida? A morte chega, mas não sabemos nem qual realmente é nosso estado de graça. Pensamos sobre isso, mas nosso cérebro não nos permite ir adiante, como que para bloquear qualquer outro fundamento a respeito da vida e da morte. Paramos sempre na mesma dúvida, para onde vamos? Será que estamos já em algum lugar? Em que momentos deixamos de “existir”, ou seja, a matéria deixa de transmitir energia e viramos pedra? São perguntas obvias, mas incertas, e esse mergulho para a não existência chegará para todos e viveremos isso isoladamente, pois só existem duas coisas na vida que fazemos sozinhos: nascer e morrer. Acredito na forma pós matéria. Enquanto aqueles que já se foram forem lembrados, a energia deles estará pairando sobre nós. Se for uma pessoa ordinária, essa energia vai durar algumas poucas gerações e será dissipada para novos seres, pois na natureza nada se cria tudo se transforma. Marília Prado.
Escrito por medidaprovisoria às 16h24
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Por que a morte é assim? Posso sentir a presença do meu pai, sinto o amor dele, guardo cada detalhe das lembranças... mas por que, ainda assim, a parte física é tão importante? Sinto falta de sentir o abraço dele, de ouvir a voz dele, de pegar nos poucos cabelinhos ralos, de dar um beijo no cangote, de ouvir ele falar “Você é boboca, Nonon?”, de ver ele imitar bichos esquisitos e eu me acabaaar de rir, de conversar com ele sobre alguma inquietação, de pedir pra ele me ajudar com um verso que não sai, de perguntar se ele gosta da música que eu fiz, dele me pegar na festa da escola 4 da manhã, de buzinar mil vezes na porta da escola e me matar de vergonha, de fazer cartazes profissionais nos meus trabalhos de artes, de me mandar o lanche na sala de aula que eu esqueci em casa com um bilhetinho-poema, de não brigar quando eu disse que experimentei cigarro, dele se emocionar com meus presentes super produzidos de dia dos pais, de ver ele me mostrar uma música dele pela milésima vez, de me contar como conheceu Cartola, como comeu só ovo frito quando viveu de música no Rio, de contar a história de quando deu a música pra Caetano gravar e Caetano disse “se eu não gravar um dos meninos grava”, de me contar quando ganhou em primeiro lugar num festival, de me colocar em várias propagandas e me fazer sentir estrela, de ver ele rir com meu riso, de escaldar o pé horroroso dele que é igualzinho ao meu, de ver ele, sambista, sambar desengonçado, de ver ele se esconder que nem criança quando eu chego em casa (ou fingir que tá dormindo), dos chameguinhos matinais antes de ir trabalhar, de ver ele pintar, dele insistir por horas pra eu cantar numa festa de família (e eu não saber onde me esconder), de ver ele jogar paciência, de ouvir ele dizer “salfinis guts elvis presley” ( a frase não é assim, mas foi desse jeito que minha memória guardou, rs) sempre que saímos de uma loja, dele arranhar o prato com a faca e então fazer um samba, de ver ele assistir zorra total, de receber um café da manhã especial de aniversário que ele preparou, dos mil bilhetinhos deixados pela casa em qualquer ocasião e hora do dia, de ouvir “Nonon, amor do véio!”... Por que tudo isso é tão importante? Por que a morte é assim? Por Mariana Diniz
Escrito por medidaprovisoria às 04h39
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Do You Remember The Time?

1958 - 2009.
Escrito por medidaprovisoria às 07h40
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Impressionante como o passado nos mostra quem somos. Lembro de sempre ter gostado de escrever, especialmente poemas. Lembro também que eles sempre eram sem-noção. Quando encontro esses escritos antigos, além de me divertir DEMAIS, percebo que sempre fui mais ou menos o que sou, que sempre quis ser mais ou menos o que não era, e que há no cantinho de cada palavra um pedaço de mim. Acabei de encontrar um "poema" escrito em em 1989. Como tive uma crise de riso, resolvi compartilhar com vocês um pouquinho da minha genialidade. hehe
"OO sapo sapeca "O SAPO SAPECA O sapo caiu no saco A abelha chupou o mel Quem gosta mais do sapo é o amor que deus fez."
:)
Por Mariana Diniz
Escrito por medidaprovisoria às 22h31
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Provocações

U-A-U pra esses sapatos trocados... Qual o argumentão dessa vez pra defender mais uma idiotice dessa criatura: A) Incrível... Tem que ter muita personalidade e ousadia para usa-los B) Ela é uma pessoa extremamente politizada e essa é uma provocação para essa indústria da moda que se preocupa tanto com as roupas das 'celebridades'!! C) Coco Chanel já fazia isso séculos atrás! D) É última moda em Paris E) Nenhuma das alternativas. Justifique. Clarissa.
Escrito por medidaprovisoria às 09h23
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http://educarparacrescer.abril.uol.com.br/leitura/testes/livro-nacional.shtml Vamos fazer esse teste e descobrir que livro somos???? Marília Prado.
Escrito por medidaprovisoria às 17h31
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Vivir para contarla

Tirinha é de Liniers, Cartunista argentino genial! Esta aí é dos personagens "Enriqueta y Fellini". (Eu sou ela- já pedi- e ele é igual ao meu mesmo!) :) Por Mariana Diniz
Escrito por medidaprovisoria às 05h19
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Brincando de Barbie 
Escrito por medidaprovisoria às 21h08
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